Floclore político...

Sabe essa história de colocar a culpa de um caos administrativo em seu antecessor, é folclórico. Na verdade são três etapas e já tem político na 2ª...

Leiam esse pequeno texto:

AS TRÊS CARTAS

O folclore político nacional é rico em manifestações e expressões, criadas por nossos representantes nas várias casas legislativas e, também, por ocupantes de cargos executivos. Mas tem uma que por certo vai fazer carreira por muitos e muitos séculos, caso a mentalidade política nacional não sofra mudanças. Desconheço o autor desta obra prima, que no fundo revela uma grande verdade. Trata-se das três cartas.

Conta-se que certa vez um executivo estava deixando seu cargo no governo e, ao passá-lo ao seu sucessor, entregou-lhe três cartas. Disse a ele que não podia ajudá-lo em nada, nem oferecer qualquer sugestão. Apenas aquelas três cartas, com a seguinte orientação: quando você tiver a primeira crise administrativa e não encontrar uma solução que resolva o impasse, abra a primeira carta e, assim, sucessivamente.

O tempo passou e o novo executivo estava em lua de mel com o cargo, até que aconteceu o primeiro problema. Após exaustivas tentativas de debelar a crise sem qualquer sucesso, lembrou-se das três cartas. Imediatamente abriu a gaveta e pegou a primeira. Abrindo o envelope encontrou dentro dele o seguinte conselho: "...ponha a culpa no seu antecessor". E não deu outra coisa.

Deitou falação contra ele, que seus problemas eram oriundos da má gestão anterior e que estava moralizando a casa, entre outras críticas e acusações. A coisa acalmou e a lua de mel voltou. Passados mais alguns meses, nova turbulência ameaçava seu cargo. Como não encontrava solução para se sustentar, lembrou-se da segunda carta. Imediatamente abriu o segundo envelope e lá encontrou a solução deixada pelo antecessor: "... troque seus cargos comissionados".

Não teve dúvidas. Reuniu a assessoria e determinou as mudanças que entendia necessárias para constituir um novo modelo de governo , para solucionar o impasse em que se encontrava. Isto posto, mais alguns meses de lua de mel. Mas o tempo não perdoa a falta de criatividade e a chamada falta de coerência política, para não usar uma expressão mais clara. Novo temporal se abate sobre o cidadão e ele, sem perda de tempo, procura rapidamente a solução na terceira carta. Abre o envelope como quem toma um analgésico e puxa o último e decisivo conselho do antecessor: " ...faça três cartas iguais e entregue o cargo

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