Política, o eu no plural...

Jean Jacques Rousseau, em "O contrato social", afirma que o fundamento da sociedade é à vontade, não a natureza humana, e essa vontade teria como móvel a necessidade de uma força maior para que o homem superasse os obstáculos à sua sobrevivência, força essa que só seria obtenível a partir da soma das forças individuais de cada um dos membros de um grupo social, resultando em um ente mais forte que cada um deles individualmente.

A equação ideal que levaria a esse estágio está localizada na abdicação, por cada associado, de todos os seus direitos em favor da comunidade, e que seriam exercitáveis a partir dela e em nome dela por uma entidade moral e coletiva, o Estado, executor das decisões e soberano nas decisões pelo todo coletivo. As diretrizes do "contratualismo" de Rousseau inspiraram a própria concepção moderna de democracia, a partir da prevalência da vontade popular, de identificação do povo como titular do poder, do reconhecimento da liberdade natural e da busca da igualdade.

Essa idéia nos inspirou a vislumbrar novos horizontes para nossa sociedade, e, perdoe-me o regionalismo, principalmente para Nova Cruz. No entanto, quanto mais se procura tomar decisões em grupo, mas elas vêm de forma verticalizada.

O contexto social dá espaço ao individualismo, aos interesses pessoais e as “boas” velhas artimanhas políticas.

Nesse “mundo” não há espaço para o óbvio, para o coletivo, para o social. Talvez eu seja muito mal compreendido por este texto, mas uma coisa ninguém pode contestar: Em um universo individualista não há espaço para quem pensa em coletividade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Nova Cruz: Câmara Municipal mostra submissão ao executivo e aprova projeto que "enterra" direitos do professor...

Candidatos a professor temporário já podem realizar suas inscrições...

Nova Cruz não tem como dar incentivo fiscal a empresa, diz Prefeito Targino Pereira, em matéria da InterTV...