Se arrepedimento matasse...


De: www.nominuto.com/blogdodiogenes

 
Se arrepedimento matasse, Robinson Faria teria sido candidato a vice-governador de Wilma em 2006 e poderia (talvez) estar governador reeleito neste momento.

Se arrepedimento matasse, Robinson teria assumido uma postura mais humilde e evitado passar a ideia que controlava a Assembleia Legislativa nestes tempos de presidência do deputado Ricardo Motta.

Se arrepedimento matasse, Robinson teria articulado o cumprimento do acordo com o PMDB para fazer de Walter Alves, filho de Garibaldi, presidente da Assembleia no biênio 2013/2014.

Se arrepedimento matasse, Robinson seria mais discreto no desempenho das funções de vice-governador para evitar sombra na titular Rosalba.

Se arrepedimento matasse, Robinson teria tocado a Semarh, a Caern, o Idema e o Igarn, quinhão de cargos que lhe coube no governo, sem alarde e sem sobressaltos.

Se arrependimento matasse, Robinson teria evitado uma agenda positiva durante a interinidade no governo por causa da viagem de Rosalba aos Estados Unidos, no calor da crise de confiança.

Se arrepedimento matasse, Robinson teria controlado a ansiedade sobre o desejo de disputar o Senado em 2014, como assim deseja também o deputado Henrique Eduardo Alves, principal aliado de Rosalba nesse momento.

Se arrepedimento matasse, Robinson teria articulado assumir o PSD sem deixar o PMN e sem bater de frente com o senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM.

Se arrepedimento matasse, Robinson Faria teria evitado se gabar da força do novo PSD com seis ou até oito deputados estaduais, mais de cinquenta prefeitos, um deputado federal, um vice-governador no Rio Grande do Norte. Expectativa que acabou não se confirmando.

Se arrepedimento matasse, tudo poderia ser diferente. Ou não.

Viver é perigoso. E no meio político, muito mais.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Candidatos a professor temporário já podem realizar suas inscrições...

Nova Cruz: Câmara Municipal mostra submissão ao executivo e aprova projeto que "enterra" direitos do professor...