Fraudes no RN tem repercussão nacional...

O jornal Estado de São Paulo, apresenta em seu caderno de notícias desta sexta-feira (25) uma matéria que trata do escândalo sobre o esquema de fraudes no Detran envolvendo ex-governadores e ex-senador.

Veja a matéria:

No Rio Grande do Norte, o Ministério Público identificou um suposto esquema fraudulento no Departamento Estadual de Trânsito, a partir de um suplente de senador e dois ex-governadores. A operação Sinal Fechado foi deflagrada ontem e culminou com a prisão de 14 pessoas e 25 mandados de busca e apreensão. Entre os presos estão o ex-senador e atual suplente João Faustino Ferreira Neto (PSDB), o ex-diretor geral do Detran Carlos Theodorico Bezerra e o advogado George Anderson Olímpio da Silveira. Os ex-governadores Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB), embora não tenham sido presos, também são denunciados como integrantes da organização criminosa.

O Ministério Público acusa o grupo de comandar, a partir do Detran, um esquema que fraudava licitações para contratação de empresas no órgão. As fraudes ocorreram de 2008, quando Wilma de Faria dirigiu o Estado, a 2010, já na gestão Iberê Ferreira. Segundo os promotores, os dois ex-governadores participaram diretamente do esquema de corrupção. O Ministério Público detalha, no pedido de busca e apreensão acatado pela Justiça, que Wilma de Faria chegou a encaminhar ao advogado George Olímpio (que terminaria vencendo a licitação) a minuta do projeto de lei que seria enviada para a Assembleia Legislativa, criando a inspeção veicular no Rio Grande do Norte.

Na acusação, o Ministério Público afirma que o filho de Wilma de Faria, o advogado Lauro Maia, recebia uma mesada de R$ 10 mil do também advogado George Olímpio, apontado como o coordenador de todo o processo fraudulento. Já o genro do ex-senador João Faustino, Marcus Procópio, tinha uma mesada de R$ 5 mil.

R$ 1 bi. A investigação do Ministério Público começou há nove meses, para apurar o contrato da inspeção veicular ambiental no Rio Grande do Norte. Foi descoberto que a quadrilha fraudou desde o processo de elaboração da lei, em meados de 2009, até o processo licitatório, em 2010. A organização criminosa, segundo os promotores, chegou a pagar R$ 35 milhões em propina para políticos e empresários. A fraude renderia para o grupo aproximadamente R$ 1 bilhão.

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