Política: Pequenos/grandes erros...

Entrando em parafuso: múltiplas e frequentes explicações para uma acusação
Esta situação pode ser caracterizada com a imagem de um avião “entrando em parafuso”, condição em que o piloto perde completamente o comando sobre o aparelho, que se projeta para o solo em espirais que lembram as do parafuso.

Qualquer candidato tem "marcas próprias de nascença". Afinal, ele tem uma história. Se for político, tem o seu passado, e o passado do político nunca é esquecido. Nele, haverá o registro de suas declarações (algumas vão persegui-lo por toda a vida), suas decisões de voto ou em cargo executivo, suas relações com o Imposto de Renda, acusações que lhe foram feitas e não foram adequadamente respondidas, escândalos em que seu nome foi ou esteve envolvido, etc.

Se não for político, também tem passado. Seus negócios, sua reputação profissional, suas opções políticas no passado (até na política estudantil), amigos e relações mais próximas, sua atividade em associações, etc. O candidato, quando formaliza sua candidatura, traz consigo estas marcas de nascença, que serão obviamente pesquisadas por seus adversários.

No correr da campanha pode então surgir uma acusação grave. Em geral refere-se ao passado, tanto o remoto como o mais recente.

Tende a ser de três tipos principais:

1. Declaração "infeliz" da qual existe registro impresso ou gravado;
2. Acusação já feita no passado, e que, não tendo sido cabalmente respondida, permanece uma questão em aberto;
3. Revelação de alegada descoberta de fato delituoso que teria sido cometido pelo candidato, ou de um escândalo em que seu nome está envolvido.
 
Nos três casos, o surgimento (ou ressurgimento) da declaração ou do fato imputado, "abalroa" a candidatura, tirando-a de seu rumo. Como tal, significa um atraso na campanha, que terá que dedicar tempo valioso para lidar com o problema.

Diante da exploração da matéria pelo adversário, o candidato enfrenta as conhecidas alternativas:

Alternativa 1: Ignorar ou minimizar a acusação
Alternativa 2: Não se explicar e contra atacar
Alternativa 3: Não se explicar e fazer suas propostas
Alternativa 4: Explicar-se e contra atacar
Alternativa 5: Explicar-se e fazer propostas

Se a acusação for grave, a declaração for muito infeliz e desgastante, a questão não respondida no passado for relevante para o eleitor, a única alternativa recomendável é a 4ª: explicar-se e contra atacar. As demais equivaleriam a um reconhecimento da validade da acusação ou exploração da declaração.

Não se esqueça nunca que a melhor defesa é o ataque. A pior defesa é ficar a campanha toda dando explicações, sendo assim pautado pelo adversário.

TEXTO DE: www.politicaparapoliticos.com.br

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