O que é gostar de pobre?


Estamos chegando em mais um período de eleições municipais, com isso, muito do eleitorado ainda não decidiu em quem votar. Com a dúvida de muitos eleitores, os candidatos começam desde cedo a conquistar o eleitorado e ganhar um voto importante no mês de outubro.


Até a década de 60, vigorava entre os especialistas em eleição a idéia de que as campanhas eram dominadas pelos candidatos que oferecessem ao eleitor perspectivas de futuro de maior impacto – ou seja: vencia quem apresentasse as melhores propostas.

Hoje em dia a situação é um pouco diferente e muitos políticos usam de discursos e adjetivos totalmente eleitoreiros para tentar passar uma imagem ao eleitor totalmente distorcida da realidade.

"Quanto mais básicas são as necessidades do eleitor, mais pragmático é o seu voto", diz o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília.

Usando dessa perspectivas alguns candidatos se auto denominam: "Pai da Pobreza" ; "Amigo do Pobre e do homem do campo"; "Prefeito do Pobres" e por ai vai...

Tá na moda dizer que esse ou aquele candidato deve ser votado porque gosta de pobre. Afinal, o que é gostar de pobre?

A princípio eu trocaria o termo pobre por "de poucas posses", depois, na minha singela opinião, favorecer as classes mais humildes:


  • É construir escolas e mantê-las em plena condições de funcionamento dando possibilidade aos alunos de uma boa formação para que no futuro venha exercer uma profissão digna e tornarem-se independente financeiramente;
  • É estruturar um hospital para seu pleno funcionamento e atendimento a população carente, afinal os "ricos" têm plano de saúde;
  •  É respeitar o funcionalismo público, fazer o pagamento em dia e dentro do mês e consequentemente impulsionar o comércio;
  • É fazer as compras de setores públicos no comércio local para fortalecer a economia da cidade e possibilitar a geração de mais emprego para a população carente;
  • É manter a merenda nas escolas com alta qualidade para nutrir os alunos que muitas vezes só tem aquela alimentação no dia.
Gostar de pessoas humildes e de poucas posses não está associado a dar-lhes uma cesta básica de tempos em tempos; Pagar uma conta de água ou luz e ficar cobrando seu voto para o resto da vida; Não é sentar numa mesa de bar e fingir tomar uma dose de cachaça...

Quem gosta das classes menos favorecidas cria condições para que saiam da linha de miséria e tornem-se autos suficientes.

Em cima do palanque ou de casa em casa todo político diz o que quer, resta aos eleitores identificarem se o discurso tem coerência ou não e depois dar-lhe o seu veredito com o voto.

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